O tempo passa, a dor e a saudade acentuam-se e a mente procura incessantemente encontrar um significado...
Enquanto a resposta não surge procuro viver o melhor que sei.
Numa conversa recente disse que a minha vida não tinha objectivos a longo prazo.... e é verdade.
Quando perdemos um ente querido, tudo é questionado. Por muito fortes e crentes que sejamos, nesse momento o mundo perde toda a significação. A esperança abandona-nos na solidão e na dor. Quem já passou pelo mesmo sabe o que estou a dizer. É todo o mundo que desfaz diante de nós e quando olhamos em volta descobrimos um deserto gigantesco que teremos de enfrentar se quisermos sair de lá. Nesse mundo desértico só a nossa força de vontade nos fará escolher o caminho.
Mas não é só nesses momentos, é em todos! Cada um escolhe o seu caminho e respectivos desvios.
Objectivos? Sim, tenho os objectivos que me permitam viver o agora (a médio prazo, na melhor das hipóteses). O futuro para mim não é mais do que uma mera miragem, um sonho se quiserem. Planos? Sim, para hoje.
A vida surpreende-nos a cada momento, ela é imprevisível, impensável, imponderável, valerá a pena dispensar muita energia a pensar no que quero fazer daqui a 10 anos?
Da minha parte o meu único objectivo é viver o dia de hoje da melhor forma possível mediante o que tenho e escolhi, procurando ter o máximo de momentos de felicidade mesmo que essa felicidade seja muito ténue.
Eu sei que é
questionável...*
*
p.s. este é o meu grito de dor ao mundo...