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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vida






Como se a vida pudesse ser apenas definida como luz.




Uma luz que brilha, porque também existe escuridão.


Uma luz que ilumina a beleza mas que torna visível o lodo em que muitas vezes nos vemos mergulhados.


Uma luz que aquece corações apaixonados e entrelaçados pelas redes do Amor.


Uma luz que também nos queima e fere, quando existe desilusão, desgosto, solidão...

Uma luz intermitente, como a chama de uma vela que se assemelha à instabilidade das nossas emoções.





Ou uma luz demasiado ofuscante que nos cega, desorienta e limita...



Mas talvez a vida seja essa luz protectora,



como a luz de um farol
que nos encaminha a um porto de abrigo.







Como a luz das estrelas que permite aos navegadores seguir o seu rumo, seja ele qual for.




Todos tentamos fazer da nossa vida uma vida de cor e sentido, de propósito.





Todos tentamos encontrar um pouco dessa luz, calorosa e acolhedora,

como aquela luz que pinta o pôr-do-sol e faz rolar uma lágrima de felicidade...


Até sempre...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Pormenores

«Quero apenas conhecer os pensamentos de Deus.
O resto são pormenores.»
Albert Einstein
*

Volto para o meu cantinho.
Regresso na Primavera
beijinhos

*
CarlaSofia

sábado, 26 de dezembro de 2009

Tempo de Mudança

*

«A mudança ocorre porque você quer que ela ocorra. Tudo o que muda, muda segundo a sua orientação. Você quer que aconteça porque está continuamente a escolher as pessoas, lugares e condições perfeitas com as quais vai experienciar o que procura experienciar a seguir, à medida que avança no processo de evolução da alma.»
Neale Donald Walsch
*

Desejando que o ano que se aproxima seja o tempo de mudanças significativas para todos nós.

*
CarlaSofia

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Iniciação


A manhã acordou gelada, mas o Sol brilha e cintila no ar cristalino.
Eu pensei: quem me dera ficar o dia todo enroscada nos meus lençóis de flanela e cobertores... não quero ver o mundo hostil que voa a um ritmo alucinante!
Mas repensei: Espera, por quanto mais tempo vou ficar por aqui? E o meu mundo? Aquele que vivo interiormente? Hoje, será tão somente o dia em que iniciarei a jornada da minha vida, o desafiante regresso a mim própria, procurando sorrir e aprender, procurando alcançar pequenos sonhos, procurando ser feliz de acordo com o meu Ser.
Depois lembrei-me que não é só hoje, mas todos os dias. Em cada nascer do Sol, eu procurei recomeçar, procurei fortalecer esse renascimento. Também me lembrei que a maior parte das vezes esse projecto ficou muito aquém... mas não desisti.
Se hoje é um novo dia, posso sempre reiniciar o caminho!
*
CarlaSofia
dedico este post a todos aqueles que não desistem de recomeçar o encontro consigo mesmos
beijinhos

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Liberdade



Eu queria escrever sobre a liberdade e dizer que ser livre é não ter impedimentos.
É fazer o que me apetece e dizer o que realmente quero dizer.
É expressar-me de acordo com as minhas ideias.
É não ter limites no agir, é ser autêntico e feliz.

Mas o que é a liberdade?





É não ter barreiras nem constrangimentos ou é escolher mediante as circunstâncias que se apresentam?
A liberdade é indeterminada
ou é apenas livre-arbítrio?

Talvez a liberdade total seja inacessível, embora o seu território possa ser expandido e gradualmente conquistado.


Ser livre é ser como uma ave que pode cruzar todos os céus, mas nunca tocar a Lua.
*
CarlaSofia

sábado, 9 de maio de 2009

Memória e Sonhos







No entardecer da alma vibra uma nostalgia...
tudo o que podemos fazer é apenas contemplar.
Estar no momento que se oferece sob a perspectiva projectada.
Se o amanhã chegará, para mim não é mais importante,
tudo o que tenho basta-me,
mesmo que o tenha tão somente em memória e sonhos.

CarlaSofia

*(dedico este post a uma pessoa muito especial que estava do meu lado quando tirei estas fotos)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Farol

Descobri que no meio da tempestade há um farol cuja luz intermitente
manifesta a promessa de um sorriso.
Por instantes o mar acalma...
Eu queria desistir, mas há uma força que me impede de naufragar...

Existe algures um farol que ilumina o meu caminho...

conseguirei chegar a terra firme?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Vazio


Apenas mergulhar no silêncio e encher-me de vazio

Estagnar as ondas mentais...

Encontrar a paz interior

...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Os nossos amigos...

A amizade é um sentimento extraordinário entre as pessoas.
Mas quando uma amizade começa nem sempre nos apercebemos, pois estamos acostumados a chamar de amigo a alguém que já nos deu muitas provas de confiança e isso adquire-se com o tempo.
Se pudessemos adivinhar que aquele que estamos a conhecer será nosso amigo, poderíamos celebrar com mais alegria o momento inesquecível do início dessa amizade.


Quem será aquela pessoa?
Somos parecidos ou teremos divergências?
Os nossos amigos serão sempre muito especiais, porque aturam os nossos maus humores e compreendem a nossa forma de ser e de estar.
Celebram as nossas vitórias e ajudam-nos nas derrotas. Podem não concordar com as nossas escolhas, mas não nos deixam sozinhos a remoer o passado. Fazem-nos companhia e ajudam a dissipar muitas nuvens. São também aqueles com quem podemos conversar horas a fio e o tempo parece voar....

Os nossos amigos são aqueles com quem comunicamos apenas com um gesto ou um olhar e com quem podemos passar momentos maravilhosos de muita ternura e carinho.



E os teus amigos, como são?


CarlaSofia
*****
Quanto às fotos, foram tiradas pela querida amiga Graciete, que adoptou a Margot (a cadelinha que teve direito a ter a sua história aqui retratada.)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sentimento


Mais importante que o contacto físico, é o elo invisível que liga os seres.
A esse elo nós chamamos sentimento.
Quando existe um sentimento entre os seres significa que eles estão conectados na mesma frequência.
CarlaSofia

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sem pressas...

A sociedade impõe no quotidiano um ritmo acelerado... Os que gostam de viver cada momento tranquilamente, sentem-se por vezes desfasados da correria do relógio.
Julgo que é necessário uma nova consciência, um pouco à semelhança do «movimento slow», prática que começa a fazer parte do dia-a-dia em muitos países do Norte da Europa. Para quem o «movimento slow» é um conceito novo, trata-se de um estilo de vida que procura gerir harmoniosamente o tempo que dedicamos ao trabalho e o tempo de lazer.
A adopção de tal consciência enfrenta como primeiro obstáculo a interiorização. É bastante difícil modelar mentalidades (mudar é quase impossível).
Será tudo isto uma utopia? Talvez, mas as grandes mudanças começam com os pequenos pormenores.
Não será altura de renovarmos e actualizarmos a nossa atitude perante a vida e o mundo?
É que na verdade é possível fazer melhor se não nos sentirmos pressionados. Sem pressão há maior elasticidade mental, receptividade e condições para a criatividade.
Que tal fazermos uma coisa de cada vez e dedicarmos mais tempo a nós próprios, à nossa família e amigos. Fazer do tempo, o tempo da nossa vida em vez de corrermos atrás dele?

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Pequenas forças...


«Já não quero saber das grandes coisas e dos grandes planos, das grandes instituições e do grande êxito. Prefiro essas pequeninas, invisíveis forças (da amizade) e do amor humano que actuam de pessoa para pessoa, que rompem pelas fendas do mundo como finíssimas raízes ou minúsculas gotas de água que, se lhes derem tempo, farão em pedaços os mais pesados monumentos do orgulho.»
William James (1842-1910)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Arriscar?

Quando uma criança está a aprender a andar, cairá muitas vezes, o que não a desencoraja, ela continuará a insistir até conseguir dar os primeiros passos.
Talvez este exemplo servisse para pensarmos, agora que somos adultos, porque não recuperar essa determinação, que já tivemos?
Costuma-se dizer que os seres humanos são os únicos que podem cair duas vezes no mesmo buraco, todavia qualquer que seja o erro ele deve servir para nos aperfeiçoarmos. É claro que isso não impede de sermos novamente apanhados na malhas da vida, mas pelo menos torna-nos mais fortes se o erro ocorrer novamente.
Aquela vontade, esboçada numa ideia e que adiamos, não será altura de a pôr em prática? Confiar nas nossas capacidades. E se essa vontade, essa ideia, tiverem uma margem elevada de risco? Avançamos? Se não arriscarmos também não ficaremos a saber se foi a melhor opção...
Por isso aqui vos deixo estas questões: O que nos motiva a arriscar? Em que é devemos arriscar?

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Coragem


A coragem revela-se quando confrontados com situações-limite encontramos uma força suficiente para continuar em frente. Uma energia que se opera em nós e que não pode ser justificada racionalmente, pois é apenas uma energia que pulsa no nosso interior e nos transporta rumo ao desconhecido. É uma energia que atravessa todas as células e nos leva a concretizar aquilo que outrora nos parecia impossível. E quantas vezes é necessário ter coragem... Mas também é verdade que toda a realidade se transmuta quando temos a coragem suficiente... Quando pensarem que perderam a coragem, não se preocupem onde encontrá-la pois ela reside latente em vós. Pensem antes na infinita potencialidade que ela oferece, pois é assim mesmo: «A vida contrai-se ou expande-se proporcionalmente à coragem do indivíduo.»[Anaïs Nin]
Carla Sofia
Foto: Varadero/Cuba 1998

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Amor Louco


Alguém escreveu um dia:
«O amor manda-nos saltar no vazio e ampara-nos»*.
E eu questiono: Será este sentimento de amor o mesmo sentimento do Louco que se abeira no precipício e salta sem hesitações? E porque o faz?
Porque deseja voar, abraçar o ar, dançar com o vento.
Consciente da gravidade que o puxa, mas confiante que nuvens demasiado resistentes lhe amparem a queda, como lençois frescos e confortantes onde possa adormecer. Nuvens errantes ao sabor da brisa que o transportarão numa viagem à dimensão dos sonhos.
Será o amor capaz de preencher o vazio? Será o grito que rasga o silêncio? Será a água que enche a taça? Será a semente que dará flor? Será a chama que acenderá a vela?
Carla Sofia
[Escrito em 11 de Setembro de 2005] /Imagem - Carta 0/22 Tarot Rider Waite / * Pam Brown

domingo, 11 de maio de 2008

Desapego


O desapego proporciona a ampliação do nosso espaço vital, a expansão da nossa liberdade. É não deixar que toneladas de objectos supérfluos nos sufoquem, dos quais julgamos estar dependentes. É tornamo-nos progressivamente minimalistas. É reservar tempo para nós próprios e reaprender a dizer não. Quantas vezes, as pessoas invadem-nos com os seus problemas, para os quais nem sempre somos os melhores conselheiros.

E que tal se respeitássemos o nosso sossego? E que tal passássemos mais momentos sozinhos?

E se escutássemos o coração e nos lembrássemos que já houve um tempo que conseguíamos viver sem aquilo ou sem aquela pessoa. Um hábito não é uma necessidade. É preciso saber distinguir entre aquilo que fomos deixando tornar-se rotina e aquilo que de facto necessitamos.

O desapego permite que a energia, que em tudo opera, circule melhor. Melhora os relacionamentos verdadeiramente importantes e melhora a nossa atitude para com o mundo circundante.
Carla Sofia


terça-feira, 6 de maio de 2008

Ser Paciente

Há momentos na nossa vida que custam a passar e ainda temos de ser pacientes, deixar que o tempo faça o seu trabalho. Ser paciente, saber esperar, não é fácil. Sempre ouvi dizer que quem espera, desespera, mas também se diz que quem espera sempre alcança. Com qual das duas expressões te identificas?

sábado, 3 de maio de 2008

Comunicar

Através da comunicação, partilhamos as nossas ideias, sentimentos e sensações. É precisamente isto – partilhar, pôr em comum. Isto só é possível na medida que somos dotados de linguagem: a capacidade de exteriorizar e dar significado ao que pensamos. O diálogo implica sempre pelo menos duas pessoas, mas o outro, porque é outro, pode não pensar da mesma forma. Por isso, na comunicação, procuramos a concordância ou o equilíbrio de opiniões. Se não o fazemos, deveríamos fazê-lo. Há alguns aspectos importantes sob os quais devíamos reflectir:
Não podemos obrigar ninguém a pensar da mesma forma que nós, mas podemos apresentar argumentos que validem o nosso pensamento.
Mesmo que os outros não partilhem da mesma opinião ou inversamente, isso não implica a ausência de compreensão. Compreender e concordar não é o mesmo.
Embora a comunicação seja essencial no desenvolvimento e aperfeiçoamento do ser humano, cada um deve procurar a sua formação e não a sua formatação.
Por vezes, é precisamente na discussão de pontos de vista diferentes que o diálogo assume a sua riqueza e complexidade.
Mas também sou da opinião, um pouco à maneira socrática, que antes de falarmos o que quer que seja, devíamos ponderar três princípios. É bom o que vou dizer? É verdade o que vou dizer? É útil o que vou dizer? Bondade, Verdade e Utilidade. Pensem sobre isto: se porventura o que forem dizer não é nem bom, nem útil e muito menos verdadeiro, acham que vale a pena falar? Por isso, é que muitas vezes o silêncio se revela uma preciosidade.
Carla Sofia

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Discernimento


«O importante é não nos deixarmos afectar emocionalmente pela nossa percepção das circunstâncias do momento, nem pelos juízos de valor que a elas associamos.»
Akong Tulku Rimpoché
Parece-me que a mensagem é clara. Tudo o que tivermos de fazer, devemos fazê-lo com discernimento. Sem sofrer desnecessariamente nem desgastar em vão a nossa preciosa energia. Sem precipitação e sobretudo sem julgamento. Deixar a vida fluir e observar, sem emitir juízos. Não interferir. Eu sei que não é fácil, mas podemos tentar...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Parar

«Mesmo deixando algo por fazer, todas as pessoas devem ter tempo para parar e, em silêncio, olhar o esvoaçar das folhas.»
Elizabeth Lawrence
Um Anjo disse-me:
A nossa Fé dá-nos a força que precisamos quando tudo parece impossível.
As fotos deste blog são de minha autoria, à excepção das que são oferecidas pelos meus amigos. Todas estão devidamente identificadas.

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